Sala 01
FAMÍLIAGAME BOY
Doze anos de portáteis da Nintendo em três estações: o cinza indestrutível, o translúcido colorido e o horizontal de 32 bits.
DMG-01 · Dot Matrix Game
O cinza que sobreviveu a tudo
Projetado por Gunpei Yokoi, o Game Boy nasceu de uma escolha teimosa: em vez de brigar por cor e potência, apostou em bateria longa, preço baixo e resistência. Quatro pilhas AA davam mais de trinta horas de jogo enquanto os concorrentes coloridos morriam em cinco.
A tela de matriz de pontos exibia quatro tons de verde-oliva, e foi nesse verde que uma geração inteira conheceu Tetris — o cartucho que veio na caixa e transformou o aparelho em fenômeno adulto, dentro de trens e escritórios.
Mais de cem milhões de unidades depois, o DMG virou símbolo de durabilidade: existem exemplares que sobreviveram à Guerra do Golfo e ainda ligam.
GAME BOYTM
GAME BOY COLOR
CGB-001 · 8 bits coloridos
Plástico translúcido, cor de verdade
Quase dez anos depois do original, o Game Boy Color finalmente trouxe cor à linha: até 56 tons simultâneos, processador duas vezes mais rápido e compatibilidade total com os cartuchos antigos, que ganhavam paletas novas ao serem inseridos.
As carcaças translúcidas — roxo uva, verde kiwi, azul turquesa — fizeram do console um objeto de moda. Ver o circuito por dentro do plástico era parte do apelo.
Foi aqui que Pokémon Ouro e Prata chegaram ao ápice, com relógio interno e ciclo de dia e noite: o portátil passou a acompanhar o tempo real de quem jogava.
AGB-001 · 32 bits
A virada horizontal
O Advance abandonou o formato vertical e virou de lado: tela widescreen no centro, controles nas mãos e dois botões de ombro. Por dentro, um processador ARM de 32 bits colocava jogos de 16 bits no bolso.
A biblioteca misturou clássicos reeditados do Super Nintendo com originais ambiciosos como Metroid Fusion e Golden Sun, e a compatibilidade com os cartuchos de Game Boy manteve viva toda a linhagem anterior.
Toque em Jogar: o console abre na mão — escolha o cartucho, ligue e jogue.
GAME BOY ADVANCE